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Levantamento do desembarque pesqueiro em Santarém aponta extinção de espécies de peixes

Foram desembarcados na Feira do Pescado 4.886.455 quilos, de 2011 a 2016. Há sinais de comprometimento de algumas espécies como o Tambaqui.

 

Uma pesquisa que vem sendo realizada desde 2011 pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com a Colônia de Pescadores Z-20, apontou para a extinção de algumas espécies de peixes na região. O estudo foi divulgado na manhã desta quinta-feira (28) durante o I Ciclo de Debates sobre o Desembarque Pesqueiro em Santarém, oeste do Pará.

No total, foram desembarcados na Feira do Pescado 4.886.455 quilos, no período de 2011 a 2016. Para chegar a esse número, o professor de Engenharia de Pesca da Ufopa, Keid Nolan, explica que uma pessoa registra diariamente tudo que chega no local.

“Dados como tipo de peixe, quantidade e data são as informações chaves para que seja gerado uma análise eficaz. Isso identificou uma problemática, pois mesmo que tenha a reprodução, com o número alto de extração, consequências futuras podem ser geradas. Isso reflete, além da extinção, no tamanho do pescado e no preço a ser vendido. Todos são prejudicados”, disse o professor.

Já há sinais de comprometimento de algumas espécies como o tambaqui, não somente em Santarém, mas em toda a Amazônia. “Temos que nos preocupar não só com a extinção, mas também com a capacitação de profissionais da pesca nas inúmeras comunidades”, complementou.

A reunião foi realizada na sede da Z-20, e teve a presença de pelo menos 50 pescadores da associação. Os dados que já foram usados para trabalhos de mestrado e pesquisas por alunos da universidade, além de ajudar na preservação da atividade, farão parte do Plano de Desenvolvimento da Pesca que deve ficar pronto em novembro de 2017.

  • Santarém

 

 

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