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Comunidade de várzea quer apoio para fiscalização de pesca predatória em lagos

Invasões nos lagos da região do Urucurituba vem se intensificando no período de estiagem, provocando medo nos comunitários que há três décadas fiscalizam a área voluntariamente.

 

Representantes do Ibama e da secretaria estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (semas) reuniram com moradores da comunidade do Urucurituba e arredores, no dia 21, na tentativa de encontrar uma forma de frear as constantes invasões nos lagos da região que têm acordos de pesca. O encontro aconteceu na comunidade Piracãoera de Cima, em Santarém, oeste do Pará.

A reunião foi convocada por moradores de Urucurituba que têm verificado que nos últimos anos, invasores têm entrado nos lagos durante a madrugada, armados, para pescar espécies proibidas pela portaria do defeso.

Segundo o coordenador do Conselho Regional de Pesca do Urucurituba - Manoel Pinheiro, disse que há necessidade de fiscalização efetiva pelos órgãos ambientais nos lagos onde a pesca é regida por acordos.

A Semas, embora reconheça que é preciso intensificar as fiscalizações, admite que o órgão tem dificuldade do órgão em realizar o trabalho, porque conta com apenas um fiscal na unidade vinculada regional de Santarém. Para realizar fiscalizações na região, a Semas precisa de autorização de Belém, bem como da liberação de equipamentos.

“Nós temos que ser provocados mediante denúncias. Se eles fizerem denúncias e colocarem as queixas no papel, formalizando ao Ibama, aí sim nós podemos atuar com ações conjuntas”, informou a representante da Semas, Josiane Reis.

O analista ambiental do Ibama, Raphael Fonseca disse que a região de várzea tem vários lagos com portarias homologadas pelo ministério do Meio, onde Ibama pode atuar amparado pelas portarias de proteção às espécies de pescado.

Próximos passos

O conselho de pesca da comunidade Urucurituba vai formalizar uma denúncia ao Ministério Público Federal para que o órgão solicite formalmente que os órgãos ambientais se estruturem para a fiscalização dos lagos, que não é tarefa fácil, pois demanda logística e recursos humanos.

A comunidade também vai criar um grupo de trabalho para o planejamento de ações pontuais e apresentação de proposta para participação na fiscalização.

  • Belém
  • Santarém

 

 

 

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