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Pará é celeiro de jovens talentos

 
 - André Bernal tem 16 anos e já coleciona medalhas no badminton  Foto: Maycon Nunes
André Bernal tem 16 anos e já coleciona medalhas no badminton Foto: Maycon Nunes

Pensar em um futuro dentro do esporte, sonhar com medalhas, títulos, competições a nível mundial, dedicar a vida, abrir mão da adolescência e juventude... não é tarefa fácil! As jovens promessas começam cedo. Mesmo sendo um desafio, o Pará tem revelado muitos atletas para o restante do Brasil, como o meia Valdemir Soares, de Tailândia, que está no futebol do Internacional-RS.

“O Pará, nos últimos anos, tem sido um celeiro de atletas que, por falta de estrutura e valorização da base nos clubes, por exemplo, procuram outros centros pra suas formações. De 2014 pra cá, inúmeros atletas foram atrás dos seus sonhos e estão conseguindo. É o caso dos garotos Diogo, Lucas Bessa, Valdemir Soares, Thalyson, entre outros , que hoje são destaques e grandes promessas do futebol nacional, só que não atuam no futebol paraense”, avalia o diretor das seleções paraenses de futsal, Davi Leal.

As jovens promessas do esporte muitas vezes se dividem entre os estudos, a vida no trabalho e uma peneirada em um campo da periferia da cidade em época de competições de futebol, por exemplo. Às vezes, o atleta sonha alto e voa até outra cidade, é o caso do volante Thallyson, do Sport Clube Recife que, após ser visto em Belém, decidiu ir ainda adolescente para o Sport. 

“Não só ele, mas também Lucas Bessa, 20, que após brilhante passagem pelas quadras de Belém teve sua primeira oportunidade no Vasco da Gama, logo aos 13 anos. O talento dele despertou interesse em outros clubes e hoje Bessa está no Criciúma-SC”, frisou Davi, que lamenta a falta de investimento nas bases dos clubes. 

VALORIZAÇÃO 

“É preciso que os clubes paraenses repensarem suas ideias sobre a base e fazer uma gestão séria de valorização desses jovens talentos que despontam e, infelizmente, por falta de oportunidade, migram pra outros estados. Precisamos dar suporte a eles, pois o Pará é considerado um celeiro de craques. O que falta é o investimento”, diz Davi.

André é bom no Badminton

Foi através de uma aula de educação física, há três anos, que ele conheceu o esporte. André Bernal, hoje com 16 anos, tem medalhas de ouro, prata e bronze em competições de badminton, que ele guarda como relíquias. Esse esporte, pouco conhecido e praticado em Belém, atraiu o adolescente graças a dedicação de um dos professores do atleta, Paulo Almeida, e ao apoio da mãe do estudante do segundo ano do Ensino Médio, Nágila Bernal.

A inspiração do jovem atleta não poderia ser menos do que um campeão do mundo, Lee Chong Wei, da Malásia, que é um dos maiores jogadores de badminton dos últimos tempos e, como o André, quer seguir os mesmos passos do ídolo. André se divide entre os treinos e a escola e, como um bom esportista, os projetos para o futuro já envolvem o que ele mais ama fazer. “Pretendo ser professor de educação física para elevar o esporte no Pará, com as experiências que eu for adquirindo nas competições. Quero colocar o meu Estado em patamar mais alto”, planeja.

Assim como centenas de esportistas, André Bernal também precisa de apoio para sair do Estado e representar o Pará em competições nacionais. “Vou para os Jogos Escolares da Juventude representar o meu Estado, mas existem outras competições. São tantos atletas com futuro, mas sem apoio. O professor responsável pelo projeto arca com todos as despesas como: peteca, rede, raquete e tênis, além do Banco da Amazônia que é um dos grandes responsáveis pela minha permanência no esporte”, pontua o jovem atleta.

Larissa Oliveira quer ir aos Jogos Paralímpicos

Ela tem como inspiração, o judoca paralímpico Antônio Tenório, e desde os 12 anos, quando iniciou no esporte, sonha em participar de uma Paralimpíada. Futura atleta da seleção brasileira de judô para cegos, Larissa Oliveira, 18, tem força de vontade. A rotina pesada entre a escola e o treino não a desanimam.
Na verdade, o que desanima Larissa são as dificuldades financeiras de seguir até uma competição. Muitas vezes, sem o patrocínio, a atleta e o treinador recorrem a várias alternativas para subir ao pódio. 

Mesmo nova, o currículo de Larissa é tão extenso que na hora de contabilizar os títulos, medalhas e troféus fica difícil. “No primeiro ano que competi consegui ser campeã nos Jogos Escolares que ocorreu em São Paulo, e assim a gente segue nas competições, sempre tentando representar o Estado”, ressalta a atleta. 

“É um convívio diferente. Quando estamos no tatame, ali todo mundo é igual. Depois que passei a competir, passei a viajar mais, e a única coisa que realmente é complicado é conciliar os estudos. Já que se eu me dedico muito nos treinos, posso falhar no estudos, e se me dedico muito nos estudos, posso falhar nos treinos. É preciso força”, avalia a judoca.

Larissa faz o último ano do Ensino Médio e quer prestar vestibular pra o curso de direito, mas o maior sonho dela é chegar na Paraliampíada de 2020. “Todo atleta tem esse sonho de chegar em uma olímpiada ou paraliampíada e comigo não é diferente”.

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