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Países avançam sobre Acordo de Paris; EUA mantém posição

Ministros do Meio Ambiente se reuniram em Montreal para debater estratégias para manter decisões da COP 21.

 

Os ministros do Meio Ambiente reunidos neste sábado (16) em Montreal avançaram na aplicação do Acordo de Paris sobre o clima, enquanto os Estados Unidos, que pareciam dispostos a suavizar sua posição, voltaram atrás.

"Estamos satisfeitos com o sucesso da nossa reunião" e pela reafirmação que o "Acordo de Paris é irreversível e não negociável", declarou a ministra canadense da Mudança Climática, Catherine McKenna, durante a coletiva de encerramento do encontro.

A mensagem foi dirigida aos Estados Unidos, que assinaram o acordo sob o governo de Barack Obama, mas sobre o qual Donald Trump voltou atrás em junho.

Em um primeiro momento, o comissário europeu para o Clima Miguel Arias Cañete afirmou que os Estados Unidos "indicaram que não iriam renegociar o Acordo de Paris, mas que revisariam os termos com os quais poderiam se comprometer sob o acordo".

Contudo, horas depois, a presidência americana garantiu que "não há nenhuma mudança na posição dos Estados Unidos sobre o Acordo de Paris".

"Como o presidente Donald Trump disse claramente em diversas ocasiões, os Estados Unidos se retiram, a menos que termos mais favoráveis ao nosso país sejam incluídos, do Acordo de Paris", garantiu a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders.

Para o ministro francês, sem se mostrar pessimista ou otimista, alguns estados como Califórnia e grandes cidades, assim como "grandes e pequenos atores econômicos querem compensar com seu dinamismo a freada que poderia supor a atitude da administração Trump".

Por iniciativa do Canadá, da União Europeia (UE) e da China, esta reunião acontece a cada 30 anos desde a assinatura do Protocolo de Montreal para a Proteção da Camada de Ozônio, "um acordo internacional histórico", de acordo com Catherine McKenna.

Este protocolo é o exemplo de que "o mundo deve continuar a agir para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas", ressaltou.

"Estamos unidos e devemos agir juntos", acrescentou McKenna, ao receber ministros e representantes de mais de 30 países, lembrando os últimos eventos meteorológicos: tufões, inundações, furacões, entre outros.

"As mudanças são reais. Os fenômenos climáticos extremos são mais frequentes, mais poderosos e mais destrutivos", indicou a ministra, dando como exemplo a situação das "crianças em Barbuda, que não têm escola", depois que o furacão Irma devastou a ilha do Caribe há uma semana.

A fim de respeitar um calendário abalado pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima (COP21), por decisão do presidente Donald Trump, UE, China e Canadá assumiram a liderança do combate às mudanças climáticas e manifestaram sua determinação de seguir adiante.

"Não é uma discussão burocrática. É uma discussão política, com importantes etapas destinadas a conseguir uma transição para as energias limpas, de modo a deter o aquecimento global", frisou o comissário europeu para o Clima, Miguel Arias Cañete.

O objetivo é limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5°C até 2050 em comparação com o nível da era pré-industrial.

Para novembro, está programada a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23) em Bonn, na Alemanha, sob a presidência das Ilhas Fiji.

A UE pretende apresentar propostas a seus Estados-membros, em breve, para reduzir suas emissões de carbono no setor dos transportes, anunciou seu presidente, Jean Claude Juncker, esta semana.

Outro grande emissor de CO2, a China, informou sua intenção de proibir a venda de carros movidos a combustíveis fósseis, um objetivo ambicioso para o primeiro mercado automotivo do mundo.

O Reino Unido também expressou sua intenção de agir na mesma direção, assim como a França, cujo ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, declarou sua vontade de proibir a venda de veículos a diesel e gasolina até 2040.

 

 

 

 -  O representante da China sobre mudanças climáticas, Xie Zhenhua, a ministra canadense do Meio Ambiente, Catherine McKenna, e o Comissário da União Eu
O representante da China sobre mudanças climáticas, Xie Zhenhua, a ministra canadense do Meio Ambiente, Catherine McKenna, e o Comissário da União Eu
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