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Costureira supera raro tipo de câncer e se casa em capela de Hospital de Câncer em MT

Maria Vandelice e José Milton se conheceram em 2013, mesmo ano em que ela descobriu a doença. Cerimônia em capela de hospital, em Cuiabá, foi inédita.

 
 -  Casamento de Maria Vandelice e José Milton foi realizado dentro de capela no Hospital de Câncer de Mato Grosso  Foto: Bruna Barbosa/G1
Casamento de Maria Vandelice e José Milton foi realizado dentro de capela no Hospital de Câncer de Mato Grosso Foto: Bruna Barbosa/G1

Se há quatro anos alguém dissesse para a costureira Maria Vandelice de Souza, de 44 anos, que ela iria sobreviver a um raro tipo de câncer no sangue e que se casaria dentro do Hospital de Câncer de Cuiabá, ela não acreditaria.

Maria Vandelice, que tem um metro e sessenta de altura e chegou a pesar 30 kg durante a pior fase da doença, celebrou seu casamento na capela do hospital com o motorista José Milton Pinheiro Galvão, de 51 anos, na sexta-feira (15). Essa foi a primeira vez que um paciente realiza um casamento dentro da capela Irene Coelho Cruz no hospital.

Maria Vandelice se casou usando um vestido que ela mesma confeccionou (Foto: Bruna Barbosa/G1) Maria Vandelice se casou usando um vestido que ela mesma confeccionou (Foto: Bruna Barbosa/G1)

Maria Vandelice se casou usando um vestido que ela mesma confeccionou (Foto: Bruna Barbosa/G1)

A costureira contou que nunca havia planejado o casamento, focando apenas na batalha que travava com a doença. No entanto, após vencer o câncer e receber autorização para parar de tomar os remédios, resolveu aceitar o pedido de casamento do namorado que conheceu em 2013 - mesmo ano em que foi diagnosticada com a doença. Ela fez uma exigência, porém: a cerimônia teria que ocorrer dentro do hospital.

“No começo, eu precisava comparecer no hospital duas vezes por mês. Isso durou sete meses. Hoje preciso vir de três em três meses. Mas, apesar da gravidade da doença, eu vivi momentos bons no hospital. Por isso disse que só aceitaria me casar se fosse aqui [no Hospital do Câncer]”, disse.

Maria Vandelice teve mieloma múltiplo, que ataca as céclulas plasmáticas da medula óssea, e lutou contra o câncer passando por sessões de quimioterapia e uma cirurgia para a retirada de dois grandes tumores do intestino e do útero. Com isso, a costureira não poderá ter filhos.

Casal se conheceu em 2013, dentro de um táxi dirigido por José Milton, antes de Maria descobrir a doença (Foto: Bruna Barbosa/G1) Casal se conheceu em 2013, dentro de um táxi dirigido por José Milton, antes de Maria descobrir a doença (Foto: Bruna Barbosa/G1)

Casal se conheceu em 2013, dentro de um táxi dirigido por José Milton, antes de Maria descobrir a doença (Foto: Bruna Barbosa/G1)

Durante todo o tratamento, ela contou com o apoio do companheiro, que ontem celebrava a vitória do amor do casal sobre a doença.

“Foi um período muito difícil, mas eu sempre dizia para ela que iriamos vencer todas as etapas. Através da fé e do amor que eu sentia por ela, nós vencemos a doença”, disse o noivo.

Para a mãe da noiva, Maria Aparecida de Souza, a presença do genro na vida da filha foi decisiva para o sucesso do tratamento. O casal se conheceu em um táxi que era dirigido por José, em 2013, e decidiu morar junto seis meses depois. Na época, Maria fazia faculdade de moda - faculdade que ela precisou desistir após ser diagnosticada com a doença.

A mãe, que se emocionou bastante na cerimônia, disse que lembra os momentos de dor superados pela filha. “Ela sentia muita dor e ficou tão fraca que precisava de ajuda para andar e mal conseguia tomar um gole de leite. Os exames eram sofridos, ela gritava de dor”, recordou.

Mãe da noiva diz que a presença de José Milton na vida de Maria Vandelice contribuiu para a vitória da filha contra o câncer (Foto: Bruna Barbosa/G1) Mãe da noiva diz que a presença de José Milton na vida de Maria Vandelice contribuiu para a vitória da filha contra o câncer (Foto: Bruna Barbosa/G1)

Mãe da noiva diz que a presença de José Milton na vida de Maria Vandelice contribuiu para a vitória da filha contra o câncer (Foto: Bruna Barbosa/G1)

A costureira - que por anos foi a responsável por vestir diversas noivas - casou usando um vestido que ela mesmo confeccionou, após ser novamente pedida em casamento há seis meses. As pedrarias do vestido foram bordadas pela mãe dela e o vestido chamou a atenção dos convidados pela riqueza de cores.

“Quando passei a costurar o vestido, o imaginei com muitas cores, porque a vida precisa de cor”, celebrou a noiva.

  • Cuiabá

 

 

 

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