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Policial do Gaeco é preso por tentar vender informações sobre operação em MT, diz MP

PM teria tentado obstruir as investigações durante a primeira fase da Operação Convescote. Gaeco também cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do policial.

 

Um policial militar lotado no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) , do Ministério Público Estadual, foi preso na sexta-feira (15), durante mais uma fase da Operação Convescote, que apura desvio de R$ 3 milhões em recursos públicos pagos em convênios firmados entre a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp) e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE). O G1 não localizou a defesa do PM.

Segundo o MP, durante a primeira fase da operação, que resultou na denúncia de 22 pessoas, o agente teria tentado obstruir as apurações em curso, além de ter solicitado vantagem indevida a um dos investigados para vender informações sigilosas que favoreceriam a organização criminosa, o que causou prejuízo para as investigações.

O policial foi preso pelo próprio Gaeco, após o desvio de conduta ser identificado. A prisão foi determinada pelo Juízo da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, onde já tramita a primeira ação penal referente à operação. Além disso, também foi determinada busca e apreensão na residência do agente.

Denúncia do MP

De acordo com o MP, a organização criminosa agiu no estado entre os anos de 2015 e 2017, com clara divisão de tarefas, se apropriando de recursos públicos e lavando o dinheiro para dissimular a natureza. O líder do esquema seria um servidor do TCE, que à época dos fatos ocupava o cargo de secretário executivo de Administração daquele órgão. A esposa dele também é acusada de ter envolvimento com a organização.

Conforme a denúncia, o servidor tinha sob o seu comando o Núcleo de Gestão de Contratos, Convênios e Parcerias, que é o setor responsável pela administração de todos os convênios, contratos e instrumentos congêneres.

O MP aponta que as empresas envolvidas no esquema delituoso são de propriedade dos demais membros da organização, que também foram denunciados.

As investigações apontam que a ALMT, o TCE, secretarias estaduais e prefeituras firmaram convênio com a Faesp para a prestação de serviços diversos. A fundação, por sua vez, subcontratava empresas – algumas delas fictícias, como as investigadas na operação –, pagando pelos serviços com dinheiro público.

  • Cuiabá

 

 

 

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