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Z-20 pede mais rigor no combate a pesca ilegal nos lagos da região no período da seca

Segundo a Z-20, pesca predatória tem aumentado, assim como os conflitos. Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca.

 

No período de verão, os lagos ficam mais secos. Por conta disso a Colônia de Pescadores Z-20 tem dado mais atenção a atividade de pesca predatória, que já é combatida constantemente em Santarém, no oeste do Pará. Na manhã desta sexta-feira (15), o conselho reuniu os associados e representantes de órgãos ambientais com objetivo de discutir formas mais intensensas de combate a esse tipo de pesca na região.

Estiveram presentes representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém (Semma), Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Santarém (Semma) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal do oeste do Pará (Ufopa), além de pescadores da associação e da Sociedade para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema).

O coordenador do Sapopema, Antônio José, explica que a reunião é uma avaliação da realidade em que ocorre os conflitos de pesca, principalmente nas áreas onde estão os acordos. “A ideia é que a partir desse debate temos uma visão de ações que venham inibir a pesca predatória. Os pescadores estão fazendo manifestações, apresentando várias experiencias e situações que ocorrem na região, para que haja um planejamento em que ações de fiscalização sejam intensificadas em alguns períodos do ano”, disse.

Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca, nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1) Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca, nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1)

Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca, nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1)

Os acordos são feitos com o objetivo de preservar os recursos, como evitar a extinção de um tipo de peixe. Uma vez executada a pesca predatória – atividade pesqueira executada de forma excessiva e insustentável – os acordos são fragilizados. “Regiões como Arapixuna, Lago Grande, Maicá tem sofrido um aumento de atividades predatórias que entram em choque com as organizações locais dos pescadores, que estão empreendendo esforço de conservação, para fazer o uso correto dos recursos pesqueiros”, explica o coordenador.

Os atritos têm acontecido com pescadores de fora, que trazem grandes embarcações e realizam o chamado “arrastões”. Eles não capturam somente espécies comerciais, mas também espécies fora do padrão, que são proibidas, provocando danos.

Segundo a professora de gestão pública da Universidade Federal do oeste do Pará (Ufopa), Socorro Pena, nos últimos anos tem acontecido muitas invasões nos lagos. “Esses conflitos tem gerado grande prejuízo para as comunidades, inclusive com ameaças de morte. Está havendo muita pressão no estoque pesqueiro, pois ele tem se esgotado. Não adianta ter políticas de prevenção, se os lagos ficam vulneráveis” explicou.

Um Fórum Municipal será agendado ainda para o mês de setembro, a fim de fortalecer discursões com os órgãos, reunindo sugestões de combate a pesca predatória. A ideia é que essas sugestões sejam inseridas em portarias de proibição.

Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1) Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1)

Conselho reuniu pescadores preocupados com a preservação dos recursos no período de seca nos lagos de Santarém e região (Foto: Fábio Cadete/G1)

  • Santarém

 

 

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