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Silval confessa propina, entrega os comparsas e promete contar tudo

 
Ex-governador Silval Barbosa chegou ao Fórum de Cuiabá por volta das 13h30 acompanhado do seu advogado Délio Lins para ser interrogado pela juíza Selma Rosane Santos Arruda sobre esquemas de corrupção que eram operados durante o seu governo e desviaram milhões de reais dos cofres do Estado.

Na audiência que acontece na 7ª Vara Criminal de Cuiabá também estão presentes o ex-secretário adjunto de Administração, coronel José Jesus Nunes Cordeiro, e o ex-prefeito Várzea Grande, Walace Guimarães, que também são réus na mesma ação penal oriunda da Operação Sodoma. 

15h31 - Silval permitiu que Sílvio César participasse de Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Condes) para não ficar "isolado".  

Quando a promotora de justiça Ana Bardusco questiona sobre a necessidade de que o contrato fraudado do Estado com as duas gráficas de Várzea Grande fosse aprovado pelo condes, Silval afirma que acredita que sim. Bardusco então pergunta sobre a participação do ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa no conselho.

“O Sílvio é uma pessoa que trabalhou comigo há bastante tempo, era piloto particular meu e na eleição de 2002, ele veio pra cá e começou a trabalhar no gabinete. Ele continuou e eu chamei ele pra atuar no gabinete do governo. A participação no Condes foi mais para dar espaço a ele”, explicou o ex-governador.

Silval relata que era sua atribuição de presidir o conselho, mas deixava isso a cargo do então chefe da casa Civil Pedro Nadaf, que após as deliberações, levava para ele para que fossem tomadas as decisões e encaminhamentos práticos reacionados a projtos que demandavam alto valor de investimento. "Ele trazia pra mim as deliberações pra gente ver o que iria fazer, quais iria implantar como programa ou ação pontual. O Silvio exigiu que queria participar do Condes porque estava isolado no gabinete. Era só uma busca de espaço. Depois, ele só trazia aqueles processos pra mim, em vez do Pedro. Já vinha pronto, já tinha um oficio padrão, ele só assinava ao lado, mas já era uma coisa deliberada no Condes. Ele despachava com a minha determinação", relata. 

15h19 - Ex-governador confessa encontros com dono da Consignum 

Silval Barbosa confessa o que veio negando desde o início do processo. Segundo ele, houve sim encontros dele com o empresário Willians Mischur, dos quais participaram ou César Zílio ou Pedro Elias Domingos. Ele confessou que Pedro Elias levou Willians em seu apartamento para tratar sobre propina em uma noite. Também admitiu ter recebido o empresário em seu gabinete em um feriado.  

A respeito do gabinete, o ex-governador relata que havia uma sala antes de chegar ao banheiro, onde só ele tinha acesso e onde costumava ser deixada a propina que ele recebia de César Zílio. 

14hh56 - Silval revela que autorizou contrato fraudado com gráficas de Várzea Grande

Quando questionado pela juíza Selma Arruda sobre a participaão do ex-prefeito de Várzea Grande Wallace Guimarães em esquemas de corrupção no Estado, Silval Barbosa responde que "aí, é outro processo que eu posso falar”.

“Esse é mais um caso típico de campanha. O Wallace era um amigo deputado estadual, já conhecia ele de outras eleições, era do meu partido, o PMDB, na época. Ele chegou um dia no meu gabinete falando da campanha de 2012. Ele era deputado estadual e estava concorrendo à prefeitura de Várzea Grande", relata.

O ex-governador conta que Wallace o procurou dem su gabinete dizendo que era importante ganhar a eleição em Várzea Grande pelo fato de ser um pólo no Estado e que, para isso, precisava de ajuda financeira do governador. O então deputado teria contado a Silval que já havia conversado com o então secretário de Administração César Zílio, a quem relatou que conhecia algumas gráficas que tinham interesse em firmar contratos com o Estado.

Wallace buscava a autorização de Silval para fazer com que as gráficas De Liz e EGP, de Anotnio roni de liz e Evandro Gustavo Pontes (também réus) para que do lucro desses contratos fosse retirado dinheiro para sua campanha a prefeitura de Várzea Grande.  

Silval Barboa conta que Wallace prometeu R$ 1 milhão em vantagem indevida para Cesar Zilio. Para que esse dinheiro fosse levantado, somente uma parte ddo material gráfico era de fato entregue para o governo, a outra parte que constava no contrato era simulada e os valores referentes eram passados diretamente para a estrutura da campanha municipal de 2012.

Silval confirma que conversou com César Zílio, que afirmou ser possível cadastar as gráficas. "Eu sei que foi executado os serviços das gráficas. Eu confesso que não lembro se o César passou esses cheques ou se pagou direto algumas contas minhas, eu sei que autorizei fazer e foi feito. Eu não conheço esse Antonio Roni de Liz, eu não tive nenhum contato, não sei quem é o Evandro Gustavo Pontes. Eu nunca estive com esses dois. Eu só conversei com o César Zilio e o senhor Wallace, nesse assunto. Eu sei que o valor era de R$ 5 milhoes, que seriam contratados nessas gráficas", disse Silva.

Neste esquema, ele afirma que sobe por Wallace guimarães que sua parte na propina foi de R$ 1 milhão, repassado a Cesar Zílio. Slval diz que não lembra, mas que César Zílio lhe falou que usou para pagar dívidas. “Pode até ser que eles tenham pagado alguma coisa".

14h35 - Silval diz que Willians Mischur buscava falar com ele incessantemente. 

O ex-governador afirma que após o ex-deputado José Riva lhe apresentar a empresa Zetrasoft, concorrente mineira da Consignum e que tinha interesse em assumir o serviço de crédito consignado aos servidores do Estado, o empresário Willians Mischur, dono da Consignum, passou a lhe procurar com insistência, no interesse de renovar seu contrato com a Administração Pública e dizendo que era muito importante pelo fato de já ter perdido contratos em outros estados.

O então governador teria explicado ao empresário que, por motivos institucionais, não queria se indispor com José Riva, que era o chefe do legislativo, mas Willians argumentou dizendo que já havia conversado com o advogado Paulo Taques, que teria lhe assegurado que em breve estaria no governo e garantiria aquele contrato para a Consignum.

Silval conta que diante da insistência de Willians, mandou ele resolver a questao diretamente com José Riva. A mesma orientação teria sido dada a José Riva, para que conversasse com Willians, pois "não queria mais ouvir falar da Consignum". 

14h30 - Silval isenta o seu ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa

O ex-governador nega que tenha forçado qualquer secretário de participar do esquema e também nega que tenha havido coação aos empresários que pagaram proina. Segundo ele, todos participavam da corrupção "com o maior prazer" uma vez que só entravam no esquema "quando levavam vantagem". eles faziam com a satisfação e prazer, até para ter como portifólio e modelo pra levar pra outros estados, afirma o ex-governador. 

14h23 -  Silval confirma que recebeu propina do empresário Willians Mischur, dono da consignum, por meio do ex-secretário de Administração César Zílio. Ele afirma que ficou acertada uma propina mensa de R$ 400 mil, dos quais R$ 200 a R$ 250 mil iam dirtamente para suas mãos.

Com relação ao réu pedro Elias Domingos, Silval Barbosa afirma: "Eu chamei o Pedro Elias pra ter controle de todos os contratos da Secretaria. O que acontecia, você passava os orçamentos para as secretarias, mas você não tinha o controle como são muitas secretarias e são muitas reclamações, quando o Pedro Elias veio pra secretaria, ele veio pra controlar isso", afirma Silval a respeito do ex-secretário adjunto de Administração, negando que ele tenha sido nomeado já com proósito espúrio, diferentemente do então titular da pasta César Zílio.

Conforme o ex-governador, somente uma vez ele incumbiu Pedro Elias de fazer o recebimento de um montante de R$ 900 mil em propina de Willians Mischur. Segundo ele, o acordo era para Pedro Elias ficar com R$ 100 mil da quantia. No final, Willians pagou R$ 600 mil. 


Gazeta Digital

 

 

 

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