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Selma diz que foi induzida a erro por delegados da Polícia Civil

 
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A juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda relatou acreditar ter sido induzida ao erro para autorizar interceptações telefônicas no âmbito das Operações Forti e Querubim, conduzidas pelos delegados da Polícia Civil, Alana Cardoso e Flávio Stringueta, respectivamente.

As operações investigaram suposta organização criminosa, chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para atentar contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), em 2015. Conforme Stringueta, a suspeita partiu de uma denúncia anônima, feita de um orelhão.

Segundo Selma, a análise dos procedimentos chamados de “barriga de aluguel”, no âmbito da 7ª Vara Criminal, a levaram a crer que a inserção dos números de telefone das ex-funcionárias da Casa Civil do Estado, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano, entre as escutas foi feita de forma irregular. As mulheres seriam ligadas ao bicheiro.

Porém, na Operação Forti, telefones das ex-funcionárias da Casa Civil foram inseridos em uma lista de investigados pertencentes às facções criminosas no Estado, Comando Vermelho e PCC. A Operação Forti foi chefiada pela delegada Alana Cardoso e teve início um mês antes da Operação Querubim, coordenada por Stringueta, que era o chefe da GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado).

Na investigação, Tatiana Sagalli foi identificada como “Dama Lora” e Caroline Mariano, como “Amiguinha”. Selma afirma que os áudios delas nunca foram enviados ao Juízo e logo em seguida, as duas foram retiradas das prorrogações das interceptações telefônicas da operação.

“Aconteceu naquele caso que também acabou se tornando público, que envolve a Operação Forti. Naquele caso sim, houve indução ao erro, porque foram colocados nomes diferentes, nomes fictícios, a história contada foi completamente diferente”, disse a magistrada, na sexta-feira (14), para a Rádio Capital FM.

O comentário da juíza foi proferido durante explicação a respeito da notícia-crime da Ordem dos Advogados do Brasil, que alegou ter existido esquema de escutas clandestinas, no âmbito da Operação Ouro de Tolo, que investigou esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), durante gestão da ex-primeira-dama Roseli Barbosa.

Selma negou que houve “barriga de aluguel” na investigação porque os nomes das pessoas interceptadas estavam bem discriminados. Foram “grampeados”, na ocasião, os números do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e dos três filhos do casal, Rodrigo, Ricardo e Carla Barbosa, como se fossem dela.


ReporterMT

 

 

 

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