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Servidor da Casa Civil é o principal suspeito de fraudar protocolo do governo do Estado

 
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O servidor Rosinaldo Nunes de Almeida, lotado na Casa Civil, é o principal suspeito de ter fraudado sistema de protocolo que modificou e desviou a denúncia sobre os grampos clandestinos que seriam encaminhados ao governador Pedro Taques (PSDB), assinada pelo então secretário de Segurança Pública da época, o promotor Mauro Zaque.

Pelo menos é o que aponta o relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE), que determinou que a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor.

De acordo com o relatório da GCE, Rosinaldo seria o responsável pelas alterações que fizeram com que a denúncia não chegasse ao gabinete do governador em outubro de 2015.

A denúncia assinada por Zaque foi protocolada no dia 14 de outubro de 2015 às 10h27 sob o ofício 3058/2015. Um minuto depois o documento foi tramitado da gerência de protocolo e postal da Casa Civil para o protocolo do Gabinete do Governador.

A servidora Rosângela da Silva Oliveira foi quem iniciou o trâmite da denúncia na Gerência de Protocolo e Postal, da Casa Civil.

Porém, às 14:56:44h o trâmite para o Gabinete do Governador é cancelado e às 15:02:43h uma nova atualização no processo modifica sua descrição, o tipo de processo, o município de origem e o documento que estaria sendo protocolizado. Aqui surge o documento de Juara.

A própria servidora Rosângela foi quem também realizou o cancelamento do trâmite.

"Por sua vez, o Sr. Rosinaldo, após o cancelamento do trâmite feito por Rosângela, realizou alterações nos dados originais do protocolo cadastrado, de forma que o tornou completamente diferente do original", diz trecho do relatório.

O documento aindo solicita uma apuração sobre a responsabilidade do servidor, a realização de um auditoria no sistema de protocolo e o encaminhamento do relatório ao Ministério Público Estadual (MPE).

O promotor de Justiça, Mauro Zaque, disse que espera a punição dos responsáveis e dos mandantes da fraude para que a denúncia dos grampos não chegasse ao gabinete do governador.

"Isso não me causa surpresa, uma vez que sempre tive a certeza de que essa era a verdade dos fatos. Não obstante, imperioso que essa fraude seja investigada profundamente para punir não somente aqueles que a executaram, mas, e principalmente, aqueles a quem ela interessava e que, de qualquer forma, se beneficiaram de tal expediente criminoso", disse Zaque em nota encaminhada à imprensa nesta quinta-feira (13).

O promotor ainda disse acreditar nas investigações da Justiça, dos fatos denunciados por ele sobre as interceptações clandestinas feitas no âmbito da Policia Militar de Mato Grosso. "Não sou homem de mentir ou sequer fraudar. Mantendo firme meu compromisso com a verdade e com a liturgia do meu cargo. Sigo acreditando na escorreita apuração desses fatos gravíssimos pelo víeis judicial que representa, por óbvio, o Porto Seguro em defesa da sociedade e do regime democrático", sintetizou.

O "Escândalo dos Grampos" veio à tona no dia 11 de maio, após uma equipe do “Fantástico”, da Rede Globo, ter iniciado suas gravações para reportagem que foi ao ar no dia 14 de maio. No mesmo dia, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, deixou o governo para defender o governador Pedro Taques (PSDB) no caso que já estaria sob investigação na Procuradoria Geral da República (PGR).


 

 

 

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